23
jun

Quem é o atual consumidor brasileiro?

Para você receber alguém na sua casa, no mínimo, você precisa conhecê-la, para saber o que oferecer, os seus gostos, como cumprimentar, quais assuntos falar. Da mesma forma acontece quando você tem uma empresa, você precisa conhecer seu cliente, seu público e entender o que ele procura.

No mercado, ainda é um grande desafio entender sobre como funciona a cabeça do  consumidor brasileiro, saber quem são os novos alcances e o que ele procura é um desafio atual das marcas em atividade no país hoje. As novidades acompanhadas da revolução digital foram determinantes para o surgimento de oportunidades para o mercado, assim como a revolução social pelo qual o Brasil passou no período anterior à crise econômica. Porém, ainda que com esse “avanço”, perdemos o entendimento de quem chega, de quem é o consumidor em nosso país.

Tem gente que se engana quando tenta classificar e identificar o cliente através da sua classe social. Não existe mais venda com foco em determinadas classes, tampouco mirar estratégias baseando-se no rendimento social e/ou familiar de seus consumidores. Hoje em dia, é muito comum você conhecer pessoas de classe média adquirindo produtos de alto custo e qualidade. Na aquisição de um celular, é levado em conta o status que ele te trará, a mensagem que a marca traz no seu círculo social, e não somente a necessidade que ele pode suprir e atender. O consumidor brasileiro atual vive a cultura da ostentação, e mais que isso, a cultura do status social.

Trabalhar com nichos de mercado é um caminho mais claro, o seu consumidor tem um perfil definido, o que deixa o entendimento sobre ele muito mais fácil, porém complexo, já que lidamos com a pluralidade do povo brasileiro, diferentes costumes, diferenças culturais. Diferente das marcas que atingem grandes massas, que não podem limitar seu alcance.

Houve a tentativa de fazer com que o consumidor fizesse parte da criação e/ou customização e desenvolvimento do produto ou serviço, com a finalidade de atender diferentes consumidores. Uma vez que o consumidor contribuísse para a criação, o produto ou serviço corresponderia aos seus gostos, porém isso apenas dá à marca um entendimento à médio prazo. O consumidor brasileiro é dinâmico, rápido e instável.

Uma novidade tecnológica ou social causa um impacto quase que instantâneo no modelo de compra e, ao mesmo tempo, este modelo é frágil e suscetível a uma nova revolução. É complexo entender o consumidor e seu comportamento. Não se trata de se adaptar, mas de sair da zona de conforto e sempre inovar, testar e tentar novas maneiras de produzir, atender e se comunicar melhor.